CONFERÊNCIA MUNDIAL DA ICTS- KUALA LUMPUR

Conferência. A ICTS convocou a sua Conferência Mundial, para a cidade de Kuala Lumpur, capital da Malásia, a qual decorreu entre os dias 26 a 29 de Agosto de 2019 e o SINTTAV esteve presente através do seu Presidente Manuel Gonçalves.

A Conferência contou com a presença de 163 Dirigentes, de 66 Organizações, oriundas de 47 Países e local escolhido, Capital da Malásia, teve que ver com a aposta muito forte que a UNI Global está a fazer na sua dinamização sindical no Continente Asiático.

Este Evento foi dividido em duas partes nos dois primeiros dias, realizou-se a Conferência Mundial da ICTS e no último dia e meio, realizou-se a Conferência dos P&M da UNI.

Nesta Conferência foram discutidos temas estratégicos muito importantes, relacionados com o Novo Mundo do Trabalho, que era o Lema da Conferência e cujo Plano de Acção, para os próximos 4 anos – 2019 – 2023, procura dar as respostas necessárias, divulgando-se o que nos pereceu mais transcendente.

A UNI tem enveredado ultimamente por um estilo de trabalho em todas as Conferências/Congressos, cujo desenvolvimento é através de muitas apresentações já previamente atribuídas, que ocupam muito tempo ficando o espaço para o debate limitado a intervenções de 3 minutos, mas que alguns não respeitam porque querem expor as suas ideias, tal como fez o SINTTAV.

O SINTTAV fez uma intervenção no ponto 4 na qual abordou fundamentalmente o seguinte:

O SINTTAV decidiu falar neste ponto da Ordem de Trabalhos da estratégia para o nosso trabalho nos Call Centers, porque em nossa opinião está ligado com os Acordos Marco Mundiais.

Vamos abordar fundamentalmente a situação em duas grandes multinacionais.

Uma destas é a Teleperformance, que como sabemos é a maior ETT a nível mundial e também é assim em Portugal.

Também todos sabemos que é uma multinacional muito anti-sindical onde em regra os Dirigentes Sindicais não entram nas instalações desta.

Em Portugal, em Maio passado, quando dois Dirigentes do SINTTAV estavam a distribuir uma informação à porta de um dos Call Centers da Teleperformance a apelar à participação dos trabalhadores numa iniciativa da nossa Central Sindical, a CGTP, um dos nossos Dirigentes Sindicais foi agredido por um segurança da Teleperformance, teve que receber assistência hospitalar, cujo processo de agressão decorre em Tribunal.

Sem os Dirigentes Sindicais entrarem nas Empresas, é muito difícil fazer um bom trabalho sindical e sindicalizar.

Outra das grandes multinacionais que queremos referir é a VODAFONE, que como sabemos, é igualmente muito anti-sindical, à excepção de Espanha, onde os Sindicatos conseguiram negociar um Convénio Colectivo.

Relembramos a nossa intervenção na Conferência do México, em que deixamos um apelo ao Secretário Geral da UNI, Philip Jennings, no sentido dele, com a sua sabedoria, procurar negociar um Acordo Marco Global antes da sua retirada da vida activa da UNI.

Ele retirou-se no Congresso de 2018, em Liverpool, e não conseguiu esse necessário Acordo.

Então e para terminarmos diremos o seguinte:

Agora, com a insistência no reforço da Igualdade de Género, a UNI passou a ter uma mulher Secretária Geral, a Crishty Hoffman, outra mulher como Vice-Secretária Geral, a Alke Boessiger e outra mulher responsável pela ICTS, a Teresa Casertano, então o nosso apelo é para que as mulheres consigam no seu mandato, fazer o que os homens não conseguiram, que é a negociação de um Acordo Macro Mundial para a Teleperformance e outro para a VODAFONE.

Os Acordos Mundiais são importantes ferramentas para os Sindicatos desempenharem o seu papel e sindicalizar e:

  • Com mais sindicalização temos Sindicatos mais fortes.
  • Com Sindicatos mais fortes temos uma UNI mais forte.
  • E o lema da Conferência, Um Novo Mundo do Trabalho, reclama e exige isso mesmo.

Como se refere antes, o Plano de Acção para os próximos quatro anos, tem cinco pontos concretos, envolve os principais desafios e está estruturado de forma que faz o enquadramento de cada ponto, define as Metas desejadas e as Acções a desenvolver para se alcançarem.

As prioridades estratégicas da UNI-ICTS para os próximos quatro anos abordam o Novo Mundo do Trabalho, e centrar-se no crescimento e fortalecimento dos sindicatos para fazer frente a estes desafios.

Eleições. As eleições em regra são para os lugares que vão vagando entre uma Conferência e outra e também para o cargo de Presidente e a UNI tem um processo muito expedito, apresentam o nome, perguntam se alguém está contra e está aprovado.

O Presidente da ICTS, que é desempenhado em rodízio pelos diversos Continentes, nesta Conferência passou para um Dirigente do Japão.  

CONFERÊNCIA DA UNI & M – Profissionais & Managers

A seguir à Conferência da UNI – ICTS, realizou-se a Conferência da UNI P&M, ainda mais limitada no tempo, pois foi exclusivamente à base de apresentações, sem tempo para debate, de cujo programa aprovada se extrai o mais relevante, assim:

Enquadramento. A Conferência procurou fazer o enquadramento dos Profissionais e Quadros da UNI ( UNI P&M), apontando a necessidade de um grande esforço para promover os interesses destes profissionais e quadros em geral, assim como em todas as estruturas da UNI e em todos os sectores onde existem P&M.

O objectivo principal é que a UNI P&M, se concentre nos aspectos fundamentais que contribua também com esforços para se alcançarem os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Esta Conferência desenvolveu-se igualmente com base em cinco temas, que reflectem as preocupações fundamentais destes profissionais, fazendo o seu enquadramento e delineando as acções fundamentais a desenvolver para se poderem alcançar os objectivos pretendidos para cada um destes

Conclusão. Foi uma grande Conferência dividida em duas partes face aos sectores e foi assim para se aproveitar a deslocação dos Dirigentes porque muitos estão nos Sindicatos que abrangem os dois sectores.  

Foi aprovado um Plano de Acção para os quatro próximos anos ambicioso, em relação a cada uma das Conferências, agora compete aos sindicatos trabalharem para a sua concretização.

Lisboa, 30 de Setembro

P’LO SINTTAV

Manuel Gonçalves

 

CDS DAS TELECOMUNICAÇÕES REUNIU NO DIA 23 DE SETEMBRO

O Comité de Diálogo Social das Telecomunicações reuniu no dia 23 de Setembro DE 2019, em sessão Plenária, nas Instalações da CE, em Bruxelas, na qual o SINTTAV este representado pelo seu Presidente Manuel Gonçalves, que integra o referido Comité.

Foi das reuniões mais participadas dos últimos tempos, tanto da parte Sindical - UNI, como da parte Patronal - ETNO.

A reunião tinha uma agenda bastante carregada, da qual se destacam os temas mais importantes, bem como as notas mais relevantes do resultado da discussão, assim:

  • Projecto DUFA. É um projecto que foi apresentado pelo CDS à Comissão e se aguarda aprovação, que está relacionado com as novas Competências e Profissões para o sector.
  • Avaliação do estado de implementação do Projecto BTBS ( Bom Trabalho, Boa Saúde). Em relação a este Projecto, alguns dos Empregadores transmitiram a divulgação que tinham feito do mesmo, tanto ao nível interno como externo, na medida em que o Projecto é transversal a toda a sociedade.
  • Estudo da representatividade. Este projecto foi entregue pela Comissão à Eurofound, que se tinha comprometido a apresentar o mesmo concluído em Novembro de 2017 e só agora o concluiu, situação que foi criticada pelo SINTTAV.
  •  Alargamento do CDS. Este tema tem vindo a ser discutido há muito tempo, tem sido uma das frentes de luta do SINTTAV, na medida em que os Sindicatos representam trabalhadores em todas as Empresas do Sector, mas uma boa parte destas não estão representadas no CDS, não sendo os Projectos aprovados aplicados, principalmente aos novos operadores, como o Estudo da Representatividade mostrou.
  • IA ( Inteligência Artificial). Foi feita uma breve abordagem deste, na qual o SINTTAV fez uma intervenção, tendo sido consensual que face à inevitabilidade do seu desenvolvimento, é um tema que irá fazer parte das O.T nos próximos tempos.
  • 5G. Sobre este tema também foi feita uma pequena abordagem pela ETNO que pretende discutir o mesmo na próxima reunião do CDS, sobre o que houve consenso.
  • Consulta promovida pela Comissão. A Comissão Europeia divulgou uma consulta pública, cujo prazo é até 25 de Outubro, sobre as Competências Digitais Avançadas, para cujo projecto tem 9 mil milhões de Euros.
  • Plano de Acção do CDS para 2020. A UNI e a ETNO vão analisar o mesmo e fazer chegar o projecto aos membros do CDS antes de próxima reunião deste para ser aprovado na mesma.

Outro aspecto que foi abordado, tem que ver como vai o CDS no futuro avaliar os resultados verificados nos locais de trabalho relacionados com o bem-estar dos trabalhadores, tendo o SINTTAV feito uma intervenção sobre este tema.

Face à importância do Projecto e à necessidade de periodicamente se fazer este tipo de avaliação, este tema irá fazer parte das O.T. futuras.

Este estudo abrangeu as Empresas do Sector nos 28 Estados membros, através do qual foram tiradas várias conclusões, entre estas, que as Telecom têm cerca de 1 milhão de trabalhadores e as TIC cerca de 3,7 milhões, que os homens são 2/3 e as mulheres 1/3, que a UNI tem sindicatos em 26 dos 28 Estados membros, ao todo 118 e que destes, 20 cobrem todo o sector e a ETNO tem também Empresas filiadas em 26 dos 28 Estados membros.

A Eurofound não incluiu os Call Centers no estudo, dada a diversidade existente entre os diversos Estados Membros, em que umas Empresas têm Call Centers mas a maioria não.

O objectivo dos estudos de representatividade, é servir para a Comissão Europeia avaliar se os CDS existentes se justificam todos ou não.

Hoje no CDS já existe consenso sobre este tema e a ETNO vai continuar o seu trabalho de sensibilização junto das Empresas existentes em cada País, com o objectivo de conseguir a adesão de algumas destas.

A UNI tema sensação que a Comissão sobre este tema não quer saber da opinião das Empresas nem do CDS, mas para nós devem ser estas a definir o tipo de competências que necessitam e não as Universidades a decidir os Cursos que bem entendem desligados da realidade empresarial.

A ETNO alinhou pela mesma posição, transmitiu à representante da Comissão que quer ter uma opinião sobre o assunto, tendo esta assumido o compromisso de fazer chegar a mensagem aos responsáveis pelo Projecto.

Como conclusão, foi uma reunião importante e participada, tendo o SINTTAV dado o seu contributo como sempre o faz.

    

REUNIÃO DO COMITÉ DE DIÁLOGO SOCIAL DA INDÚSTRIA DE TRABALHO TEMPORÁRIO

Realizou-se no dia 14 de Maio de 2019, em Bruxelas, a reunião do “Comité de Diálogo Social da Indústria de Trabalho Temporário”, na qual o SINTTAV esteve representado pelo dirigente Fernando Palma, que integra o respetivo comité.

Pela UNI estiveram presentes 14 sindicalistas em representação das organizações de diversos países, tendo também participado representantes das entidades patronais europeias, pela WEP – World Employment Confederation Europe (https://www.weceurope.org/).

Desta reunião destacam-se os aspetos mais relevantes a considerar, assim:

Cada uma das comitivas (UNI e WEP) organizaram-se por forma em reunião preparatória, debater internamente, os pontos que consideraram mais importantes a respeito do projeto de diálogo social, em particular sobre “inovações sociais” que possam ser implementadas nas empresas de trabalho temporário, sendo que tal expressão é por si só ambígua, podendo ser facilmente confundida com “apoio social” estatal.

Logo no início da reunião do CDS, a equipa de investigação, encarregue de elaborar a primeira fase do projeto, apresentou os resultados da primeira reunião da Comissão Executiva e solicitou aos presentes que lhes continuassem a fazer chegar exemplos que julguem ser pertinentes para a consolidação do projeto.

Seguiu-se uma sessão interativa de apresentação e discussão acerca de práticas de inovação social já aplicadas em alguns países por Empresas de Trabalho Temporário (ETT), tendo sido apresentados três projetos, que foram posteriormente alvo de comentários e observações por parte dos presentes.

De salientar que os projectos apresentados pelas ETT, na opinião do dirigente Fernando Palma – que interveio - não representam, pelo menos aparentemente, quaisquer “inovações sociais”, porque na prática ou é algo que o próprio estado já providencia, ou representam uma prática que é utilizada de forma corrente. Sem entrar em muitos detalhes, um dos projectos consistia em treino vocacional de trabalhadores para os reconduzir profissionalmente a exercer outras funções, outro procurava atribuir algum tipo de protecção social, e outro de “acesso a empréstimos com hipoteca” de trabalhadores das ETT, em que as entidades empregadores estabelecem protocolos com entidades bancárias para facilitar empréstimos a trabalhadores temporários.

Posteriormente, os parceiros sectoriais europeus passaram a apresentar informação sobre as reformas do mercado laboral em curso e sobre a regulação das Agências de Trabalho na Europa.

A Confederação Mundial de Empregadores – Europa, ainda apresentou o projeto de – Visão do papel da Europa “Tornar a Europa o melhor local de trabalho”.

E por fim, a “DG Employment” (https://ec.europa.eu/social/home.jsp?langId=pt)procedeu a uma apresentação sobre Direito do Trabalho na União Europeia, ressalvando a proposta da Comissão para uma Directiva sobre condições de trabalho transparentes e previsíveis, bem como a proposta da Comissão ao Conselho de Recomendação acerca do acesso à protecção social e a revisão da aplicação da Directiva de Execução relativa aos trabalhadores no âmbito de uma prestação de serviços.

 

REUNIÃO DO CDS TELECOM, 23 MAIO 2019

A reunião do Grupo de Trabalho do CDS das Telecom, realizou-se no dia 23 de Maio, em Bruxelas, na qual o SINTTAV esteve representado pelo seu Presidente Manuel Gonçalves que integra o respectivo Comité.

Presenças: Pela UNI, participaram 14 membros e pela ETNO 6 membros.

A reunião decorreu de acordo com a Ordem de Trabalho, destacando-se os aspectos mais relevantes da reunião, assim:

Foram aprovados tanto a Ordem de Trabalhos como a acta da reunião anterior.

Foi feita uma apresentação pela Associação dos Eng. dos Países Nórdicos sobre o Desenvolvimento Profissional Contínuo dos Eng. que tinha como base fundamental, saberem o que pensa a classe quanto à formação contínua, que distribuíram pelos Eng. tanto do sector público como privado e depois de uma forma global, formularam quatro questões e as conclusões foram apresentadas ao poder político de cada um dos países.

Foi feita uma apresentação sobre a actualização do formulário relativo ao Projecto Bom Trabalho, Boa Saúde II.

De seguida abordou-se o tema quanto ao futuro do mesmo, no sentido de todos pensarem como vamos divulgar o Projecto e que tipo de questionário devemos elaborar para se poder fazer a avaliação dos resultados.

Seguiu-se uma apresentação de um perito da Comissão Europeia sobre a IA ( Inteligência Artificial.

A Comissão Europeia tem uma política definida desde Abril de 2018 sobre esta matéria, que a Europa está firme na investigação, que a CE tem um orçamento para gastar na investigação até 2025 da ordem dos 20 biliões de Euros, 1/3 vem do sector público e 2/3 vem do sector privado.

A CE vai desenvolver um laboratório da Inovação para esta temática, existindo uma preocupação da CE para reter os talentos no continente Europeu.

No final do ano, já com outro Parlamento e com outro Presidente, a CE vai fazer uma avaliação do trabalho desenvolvido e decidir o caminho a seguir.

O problema destas apresentações é que estão todas formatadas aos objectivos da Comissão Europeia e que em regra estão alinhados com o interesse das grandes empresas e os trabalhadores pouco contam.

Seguiu-se uma apresentação sobre a violência/assédio de terceiros no local de trabalho, a cargo da ETUCE e EFFE.    

Entre 2011 e 2012 estas duas organizações desenvolveram um Projecto destinado especificamente aos professores, mas que pode se extrapolado para outros sectores.

Analisaram fundamentalmente três tipos de violência:

  • Violência física.
  • Violência verbal.
  • Violência quando o agressor não é colega de trabalho.

Então decidiram elaborar um guia das Boas Práticas, que entregaram à Comissão Europeia e esta divulgou uma Declaração dirigida tanto ao ensino privado como público.

A ETC/EFEE consideram que foi produzido um bom trabalho e que certamente já tem dado os seus resultados, mas ainda não foi feita a avaliação no terreno.

Por fim foi abordado o tema do estudo da Representatividade que parece finalmente estar concluído até à próxima reunião, a EUOFOUND, Empresa que está a fazer o estudo tinha enviado este para os Sindicatos, mas ninguém recebeu, parece que é um calhamaço com cerca de 200 pg.

O SINTTAV faz sempre as suas intervenções sobre todos os temas, procurando dar os seus contributos.

 

REUNIÃO DO COMITÉ EXECUTIVO DA UNI Europa ICTS

Reunião: No dia 12 de Março, na Sede da UNI Europa, reuniu o Comité Executivo da ICTS, que integra o Presidente do SINTTAV, Manuel Gonçalves, o qual participou na reunião, que decorreu de acordo com a O.T., participaram 15 Dirigentes, além da Mesa que presidiu.

Os temas mais relevantes discutidos relacionaram-se com:

  • Futuro do mundo do trabalho face à (I A) Inteligência Artificial. Este tema coloca grandes desafios à sociedade, aos trabalhadores e aos sindicatos, para o qual a UNI já tem um grupo de especialistas nesta matéria e estão a trabalhar para se apresentar uma proposta no Comité de Diálogo Social das Telecomunicações.
  • Conferência Mundial da ICTS, que se vai realizar entre os dias 25 e 29 de Agosto próximo, na Cidade de Kuala Lumpur, na Malásia.
  • Desconexão Digital, acordo com a Telefónica. Sobre cujo tema a UGT de Espanha que fez uma exposição detalhada do acordo estabelecido em Novembro com a Telefónica, semelhante em termos de filosofia ao Acordo do Código de Conduta, que se aplica em todos os países onde a Telefónica está presente.

O Acordo foi assinado pelos dois sindicatos ( CC.OO e UGT) a UNI e a Telefónica, o mesmo faz uma avaliação global da situação colocada aos trabalhadores que não se desconectem após o horário de trabalho, que poderia interceder muito com o seu tempo de descanso e até com a vida familiar.

Tudo isto foi analisado e aprovadas as orientações necessárias que foram depois transmitidas a toda a cadeia hierárquica das Empresa do Grupo da Telefónica.

  • Comités Europeus de Empresa. Sobre o tema foram dados vários exemplos onde as coisas não funcionam bem e uma das grandes preocupações é com a Teleperformance, a UNI anda há muito a tentar negociar um Acordo Marco Global, que resolveria os vários dos problemas, mas que até agora não conseguiu.

Como se tratava de Multinacionais, o SINTTAV aproveitou este ponto para fazer uma dura crítica ao trabalho da UNI em relação à Altice, abordando os dois principais temas: Aliança Mundial e CEE, relembrou que estes dois temas já levam quatro anos de discussão e as coisas continuam sem solução.

Na opinião do SINTTAV, constituir a Aliança Mundial não devia ser um problema e era muito importante como forma de pressão sobre a Altice.

Quanto aos CEE a situação é mais difícil, os 3 Sindicatos portugueses estão de acordo, em França a situação é mais complicada, mas não é impossível de ultrapassar, pelo que o desafio fica lançado à UNI.

A UGT de Espanha aproveitou a deixa do SINTTAV e disse que para eles a situação mais complicada é a da VODAFONE e esperava que a UNI pudesse fazer algo para alterar a situação, explicou que esta é muito grave, em 2018 ocorreram mais de 1000 despedimentos em Espanha, em Itália a situação foi semelhante e por isso temos que intervir.

  • As mulheres na ICTS, igualdade de género. Quanto a este tema, a UGT de Espanha fez uma apresentação de um Acordo estabelecido este ano com a Telefónica, à semelhança do que se passa com o Código de Conduta de Responsabilidade Social, é aplicado em todos os países onde a Telefónica está implantada.
  • Diálogo Social nas Telecomunicações. Em relação a este tema, a UNI fez o balanço do Acordo sobre Bom Trabalho, Boa Saúde, a avaliação que faz é que foi um trabalho muito bom, Sindicatos, Operadores e Comissão Europeia todo o mundo está satisfeito.
  • Mapeamentos. Quanto a este tema a UNI está a fazer no mapeamento das Empresas nalgumas áreas importantes, tem sido desenvolvido um trabalho com os Sindicatos para se saber se nessas Empresas, a nível dos diversos países, os Sindicatos têm Associados, se têm Delegados Sindicais ou Dirigentes, que são fundamentalmente 3 Empresas: ( Teleperformance, Sitel e Transcon).

Estes foram os temas mais relevantes e em relação a cada um o SINTTAV, como é sua prática, dá sempre os seus contributos.

 

CONFERÊNCIA SOBRE “BOM TRABALHO, BOA SAÚDE”

No passado dia 17 de Janeiro, realizou-se em Bruxelas, a Conferência final sobre o Projecto “Bom Trabalho, Boa Saúde”, na qual o SINTTAV esteve representado pelo seu Presidente Manuel Gonçalves, que integrou o Grupo de Trabalho no âmbito do CDS (Comité de Diálogo Social) das Telecomunicações e pelos Dirigentes Paulo Moreira e Pedro Paulino, que integram a Comissão de Segurança e Saúde no Trabalho da PT.

O Projecto designado por “Bom Trabalho, Boa Saúde”, foi desenvolvido pelos Parceiros Sociais das Telecomunicações, ETNO e UNI, durante cerca de 18 meses, consistiu fundamentalmente em “pegar-se “ no Projecto desenvolvido e aprovado em 2009 e adaptá-lo à realidade actual.

Para se conseguir esse objectivo realizaram-se várias reuniões e Teleconferências, tendo o trabalho sido traduzido no Projecto final, que foi considerado muito positivo.

A adaptação da Brochura de 2009 à realidade actual, enriqueceu bastante o conteúdo final, trabalho que ficou a cargo do SINTTAV de da MEO/Altice, agora o trabalho que se segue é a divulgação e à posterior a avaliação dos resultados.

Conferência. A Conferência teve cerca de 80 participantes tanto da UNI como da ETNO, vindos de vários países e decorreu de acordo com a metodologia antes aprovada que foi:

Durante a manhã foram feitas várias apresentações, já previamente decididas, a nível da MEO, foi feita uma pela Dra Isabel Caixeiro, fundamentalmente sobre a Medicina no Trabalho.

Durante a tarde organizaram-se 4 Mesas Redondas, cada uma com um moderador e um elemento designado para apresentar depois as conclusões na sessão Plenária.

O SINTTAV fez duas intervenções, ambas ligadas à questão fundamental que é a divulgação dos conclusões e a recolha dos resultados nos locais de trabalho.

Ambas as intervenções se focaram nesta componente, defendendo que não basta as Empresas colocarem a “Brochura” no portal do trabalhador, porque esta tem 28 páginas e nenhum trabalhador tem condições para ler um doc. destes no Portal e muito menos apreender o seu conteúdo e por isso o SINTTAV defendeu que as Empresas deviam entregar um exemplar da Brochura a cada trabalhador.

Mas como não basta só entregar o livrinho, é preciso uma sensibilização dos trabalhadores para a sua importância, então o SINTTAV defendeu que as Empresas deviam organizar sessões ao vivo para esclarecimento e motivação dos trabalhadores.

Conclusão: Foi uma boa Conferência, o Grupo de Trabalho organizador ficou satisfeito, a Comissão Europeia também, nós falámos com a sua representante na Conferência, a Maria, uma Cipriota, que é a pessoa que coordena o trabalho do CDS das Telecomunicações, que nos transmitiu a sua satisfação pelo êxito do trabalho realizado e da Conferência.

Lisboa, 28 de Janeiro de 2019.

P’LO SINTTAV

Manuel Gonçalves

 

UNI-MEI – PANARTES REUNIU EM BUENOS AIRES (3 e 7 Dezembro 2018)

Realizaram-se várias reuniões, pelo que se divulga o que de mais relevante se tratou em cada uma, assim:

REUNIÃO ALIANÇA SINDICAL INTERNACIONAL GRUPO PRISA

A UNI-MEI tem constituída a Aliança Sindical Mundial para o Grupo PRISA, que integra o SINTTAV na medida em que o Grupo Média Capital faz parte do referido Grupo, tendo o nosso Sindicato sido representado pelo seu Presidente, Manuel Gonçalves, que integra a Aliança. Nesta reunião foi feita a análise ao diálogo com a Direcção do Grupo PRISA no que concerne ao Acordo Mundial, bem assim como em relação à situação laboral e sindical nos diversos Países representados na reunião ( Argentina, Colômbia, Espanha, México e Portugal).Quanto ao Acordo Mundial, a UNI-MEI entregou uma Proposta à Direcção do Grupo PRISA em 15 de Nov. de 2017, até agora sem resposta.

No diálogo estabelecido entre os Sindicatos de Espanha, onde está a Sede da PRISA, a DRH mostra-se disponível para o Acordo, mas depois na prática não responde.

Quanto à situação laboral e sindical, os únicos países onde não existem grandes problemas é na Argentina e Espanha, em todos os restantes, desenvolver actividade sindical nas empresas do Grupo PRISA é muto difícil.

Assim, neste contexto decidiu-se passar-se à acção concreta, porque a situação é insustentável, pelo que:

  • Foi elaborado um comunicado em nome da UNI-MEI e dos oito Sindicatos presentes a ser distribuído em todas as Empresas do Grupo PRISA, no qual, além de se divulgar a atitude do Grupo, se deixa antever, que na falta de resposta, o conflito se vai agravar.
  • Foi decidido enviar uma carta à Direcção da PRISA, com uma data limite para resposta.
  • Caso a PRISA não responda positivamente, serão desencadeadas acções de protesto, com uma concentração no mesmo dia e hora frente às instalações do Grupo nos diversos países, com gravação de um vídeo em cada país, que a UNI-MEI depois compilará o conjunto.
  • Como aumentar a representação das mulheres nas estruturas sindicais audiovisuais e nos postos de tomadas de decisão?
  • Como melhorar a recompilação dos dados relacionados com o Igualdade de Género dentro dos sindicatos?
  • Como estabelecer políticas e serviços específicos de Igualdade de Género?
  • Como medir e monitorar o progresso na Igualdade de Género dentro dos sindicatos?

REUNIÃO UNI -MEI- PANARTES

Realizou-se uma reunião entre os Sindicatos da UNI-MEI e PANARTES, com a presença dos seguintes ( FITERTE, SINTTAV, AAA, AATRAC, SATSAID, SICA, SUTEP, SINDCINE, FETRA TV, SINTECI, SITATYR, FUTTVA, SINTARTEL e OPPRAP), cuja Ordem de Trabalhos consistia no Intercâmbio sobre a situação do sector dos meios de comunicações e os sindicatos da América Latina, negociação colectiva e organização dos trabalhadores.

Também foi discutida a possibilidades de se desenvolveram acções conjuntas, ao que se seguiu uma exposição de um perito Argentino sobre a Quarta Revolução Industrial.

Como resumo, o que se verificou é que a situação de dificuldades para os trabalhadores e sindicatos é muito difícil em todos os países, mas pior na Argentina, México e Brasil, como resultado das políticas de direita e anti-trabalhadores levadas a cabo pelos governos.

Na Argentina o Ministério do Trabalho foi transformado em Secretaria de Estado para tirar importância ao diálogo social, mas a política desenvolvida nem aos clientes do Governo tem servido, a inflação anda na ordem dos 55% , a pobreza aumentou muito e a violência também.

No Brasil, os últimos anos têm sido um pesadelo para os trabalhadores e sindicatos, mas a partir de 1 de Janeiro espera-se o pior, porque o Bolsonaro disse que vai encerrar o Ministério do Trabalho, quer acabar com os Sindicatos e com a Contratação Colectiva para que os patrões paguem como queiram.

No México a situação não é muito diferente, com um Presidente que tem o apoio mais baixo alguma vez verificado, apenas 26% com o resultado da política seguida e agora agravada com os milhares de emigrantes que fogem da miséria e violência das Honduras e Guatemala e que não se sabe como vai acabar.

Então como conclusão, é necessário reforçar a solidariedade entre todos os sindicatos porque a luta é comum e serão analisadas as possibilidades de se desenvolverem acções conjuntas, cabendo a cada sindicato sugerir hipóteses que a PANARTES E UNI-MEI analisarão.

ORGANIZAR OS TRABALHADORES JOVENS.

Este foi outro dos temas discutidos e com muito êxito, porque os sindicatos Argentinos – AAA, AATRAC, SAL, SATSAID, SICA e SUTEP, mobilizaram um grande conjunto de jovens quadros sindicais para esta iniciativa.

Os jovens falaram das suas experiências sindicais, das suas motivações, dos êxitos conseguidos e da sua vontade e determinação em aprender.

Depois estabeleceu-se um interessante debate entre os sindicalistas mais experientes e os jovens, para lhes serem transmitidas experiências também enriquecedoras e lhe dar força.

A UNI-MEI foi a primeira vez que realizou uma experiência deste tipo, mas face aos resultados, será para continuar.

CRIAÇÃO DE CAPACIDADES SOBRE IGUALDADE DE GÉNERO DENTRO DOS SINDICATOS.

A discussão deste tema foi organizada pela UNI-MEI, cuja tarefa ficou a cargo de Verónica Mendez, Chefe do Departamento desta temática na UNI GLOBAL.

A abordagem do tema foi muito interessante, hoje esta temática é discutida na generalidade dos Fóruns, a Verónica projectou um vídeo de uma jovem inglesa que discursou nas Nações Unidas sobre este tema e o discurso foi um sucesso.

Depois a Verónica abordou vários aspectos sobre esta temática tais como:

Após a exposição e o debate, deixou estes temas para reflexão dos participantes.

Depois seguiu-se um conjunto de apresentações de boas práticas e experiências dos sindicatos Argentinos, Chilenos e Uruguaios, diferentes de país para país, mas todas reflectindo avanços importantes neste capítulo e em regra os sindicatos têm ligado este tema ao da violência e assédio no local de trabalho porque estão interligados.

Depois seguiu-se uma abordagem da temática – Consciencialização sobre a questão do assédio sexual dentro dos sindicatos e as formas de o combater.

A explanação da temática ficou a cargo da FIA – UNI e UNI-MEI, tendo sido abordada com realismo, porque não sendo regra, têm existido algumas situações que é necessário de todo eliminá-las, de outra forma não se pode dar o exemplo.

Por fim, a Verónica informou que a UNI GLOBAL está a trabalhar no caminho de uma Convenção que a OIT vai aprovar contra a violência nos locais de trabalho.        

CAPACITAÇÃO DE LIDERANÇA - MULHERES LIDERES SINDICAIS.

A UNI-MEI, aproveitando a participação de muitas mulheres nas reuniões que nos referimos anteriormente, organizou uma reunião sobre este tema, mas como foi reservada só a mulheres não se pode fazer qualquer alusão aos temas discutidos e conclusões.

Conclusão

Pela diversidade e importância dos temas tratados e suas conclusões, é fácil de perceber que estas iniciativas da UNI-MEI- PANARTES, foram um sucesso a toda a linha, o que significa que o sindicalismo na UNI está no caminho certo